Jamais estarei sozinha novamente...
Código de Barras II
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Tenho aquela sensação de que o tempo passa por mim como água que flui para o mar,
Sussurrando levemente às margens por onde passa,
Rodeando devagar as pedras que se interpõem no caminho.
E essas águas, a mim me levam. Não ofereço qualquer resistência,
apenas sacudo pequenos remos de madeira que roçam suavemente o fundo do rio,
agitando a gravilha pequena da vida.
Noutras margens por onde passei fui jovem e guerreira,
Agora sou apenas mãe.
As próximas margens que me virem passar,
repararão no meu regaço.
Nele embalarei a minha própria luz,
a vida que criei em mim e que dei ao mundo para amar.
E quando os meus braços não poderem sustentar mais o peso da minha própria imortalidade,
Então, o rio ganhará asas e depressa me quererá levar para o mar.
Porque o preço a pagar é alto: paciência, amor, dor e morte.
Por ela, perderei as minhas asas e ganharei gravidade...
A suficiente para que as entranhas da terra me possam reclamar o corpo
sugando-o de toda a vida.
Mas no coração levarei apenas felicidade, um sorriso perene,
porque do meu corpo gerei semente da vida e contribuí para que exista sempre Juventude e Beleza
no Jardim do Mundo...
E uma flor com o meu nome...
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Finalmente, existes.
Fazes parte de mim, como sempre sonhei.
Amo-te já infinitamente, embora não te conheça.
Cada vez que te sinto, faço juras de amor eterno e incondicional;
prometo ouvir-te, acarinhar-te, ser paciente, compreensiva.
E quando saires de dentro de mim,
carregarei até ao fim da minha vida o vazio que deixarás,
viverei com a angústia de ter o meu coração fora do meu corpo...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Contemplação

No limiar, aspiramos a ir mais longe,
A enfrentar as trevas da longa descida que se adivinha
para lá do abismo,
A explorar o infinito que permanece para lá de nós mesmos,
A sentir a liberdade sob a forma de aragem que nos abrasa a cara e a alma.
Atrás de nós, apenas a luz do caminho percorrido até ali...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
Quando me afundo num grito
Quando me afundo num grito,Quando desapareço numa multidão,
Quando caminho de pés descalços em estradas de pedras,
Quando procuro o que quero, mas não o que preciso,
Então pergunto-me qual o caminho de regresso
À minha origem
Quando desperto de um sonho,
Quando um castelo se desmancha no ar,
Quando saboreio as perdas da vida,
Quando me perco nos abismos das sensações.
Então pergunto-me para quê tanto caminho percorrido
Numa estrada sem saída.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
ADeus
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