terça-feira, 19 de junho de 2007

Quando me afundo num grito

Quando me afundo num grito,
Quando desapareço numa multidão,
Quando caminho de pés descalços em estradas de pedras,
Quando procuro o que quero, mas não o que preciso,

Então pergunto-me qual o caminho de regresso
À minha origem




Quando desperto de um sonho,
Quando um castelo se desmancha no ar,
Quando saboreio as perdas da vida,
Quando me perco nos abismos das sensações.

Então pergunto-me para quê tanto caminho percorrido

Numa estrada sem saída.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

ADeus


Ao longe as pegadas que deixaste na minha vida...
Dizes-me adeus quando jamais eu to poderei dizer...

domingo, 17 de junho de 2007

Desconhecido


Perco-me em gestos desconhecidos,

Pensamentos distantes,

Sentimentos olvidos...


Discorro soluções mudas,

fórmulas caladas que respondam

às minhas perguntas incessantes.


Do alto do precipício do meu ser

vejo o barco que me leva a alma pelo corpo.


Navego por cabos das tormentas indómitos.

O mar nunca me leva a boa costa.


No fim, apenas o barco à deriva,

Sem rumo que se lhe conheça.

sábado, 9 de junho de 2007


Sacudo a posterioridade de cima dos meus ombros,

Como caspa indesejada


Longe poderei ser feliz


Perto poderei estar presente


Um dia amei


Mas hoje sei que poderei não voltar a fazê-lo


Não voltarei a ter o amor como amante


Caminho


Caminho por onde não há caminho.
As passadas são largas, insistentes.
O ar constantemente me saí do corpo,
mas pouco me entra.
Caminho por onde não vejo o horizonte.
O olhar perde-se no chão que piso com força,
E na curva deixo todo o caminho percorrido
Sem existência. Sem insistência.
Caminho sem caminho,
Espero sem esperança pelo fim
O precipício que me devolverá o horizonte...

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